Quarteto fantástico

Um grupo e sua ousada proposta de misturar ritmos nordestinos, em especial o baião, com o arranjos jazzísticos

Para ser lido ao som de Quarteto Novo

Bastaram apenas três anos de duração e somente um disco lançado, para que o Quarteto Novo – formado por Theo de Barros (contrabaixo e violão), Heraldo do Monte (viola e guitarra), Hermeto Pascoal (piano e flauta) e Airto Moreira (bateria) – fizesse uma pequena revolução na música brasileira. A proposta ousada na época de misturar ritmos nordestinos, em especial o baião, com o arranjos jazzísticos ficava explicitada no único disco, lançado em 1967, que misturava composições de Geraldo Vandré (Canto GeralCanta Maria e Misturada), espécie de padrinho musical do grupo, com repertório próprio (Síntese, de Heraldo do Monte, e Vim de Santana, de Theo de Barros). Surgido como Trio Novo, o grupo, com a entrada de Hermeto Pascoal, passou a se chamar Quarteto Novo. No mesmo ano em que gravou o disco, o Quarteto Novo acompanhou Edu Lobo e Marília Medalha na apresentação da música Ponteio, que venceu o 3º Festival de Música Popular Brasileira. A ida de Airto Moreira para os Estados Unidos, em 1969, antecipou o final do grupo mas permitiu que seus quatro integrantes seguissem brilhantes carreiras individuais. Até aí o Quarteto Novo foi inovador: a divisão proporcionou a multiplicação dos sons.

Autor: Márcio Pinheiro

Jornalista, roteirista, produtor cultural

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