AmaJazz faz 3 anos

Depois de longo e tenebroso inverno, AmaJazz está de volta. Foram tempos difíceis. Mas passaram. Agora, no Dia do Jazz, no dia do terceiro aniversário da AmaJazz, é tempo de falar de novos projetos, novas ideias. Confira a edição especial que preparamos para marcar a data.

Roberto Muggiati, conselheiro-master da AmaJazz, reabre a nova fase com um texto inédito que mistura memórias, gostos e cheiros. Seu breve relato serve ainda como guia para a sensacional playlist que ele oferece aos leitores/ouvintes, convidando-os para que entrem na brincadeira e enviem suas sugestões na linha jazz & flor. No mesmo texto Muggiati recorda um personagem importante de seu universo jazzístico: Thelonious, não o pianista, mas um simpático sharpei que durante anos foi seu mais fiel companheiro. Muggiati vem acompanhado pelo auxílio luxuoso de Gilmar Fraga, autor da ilustração.

Para não dizer que eu (também) não falei de flores, enveredo pelo Homem da Gravata Florida, o nunca suficientemente lembrado (e exaltado) Jorge Ben Jor, o enigma mais completo da música brasileira. Tão misterioso que até sua data de nascimento é uma incógnita. Como eu aposto em 1941, meu texto serve também como homenagem ao alquimista dos sons pelos seus 80 anos comemorados na última semana de março. Quem me dá a honra de traduzir meu texto em imagem é o mestre zen Daniel Kondo.

Na sequência, outro conselheiro-master, Reinaldo Figueiredo, traz um pouco de tudo que sabe sobre o jazz latino – e ele sabe muito. Homem de muitos talentos, um renascentista dos tempos modernos, Reinaldo – quando não está tocando contrabaixo – faz muito barulho com textos e desenhos, como estes presentes nesta edição.

AmaJazz também traz uma estreia. Fabiano Canosa. Há cerca de 50 anos radicado em Nova York, o programador de cinema Fabiano Canosa já esteve à frente do Anthology Film Archives, foi jurado em dezenas de festivais por todo o planeta e colaborou com a mostra de cinema brasileiro no MoMA. Porém sua sabedoria não é somente cinematográfica. Fabiano viu – e viveu – muito em matéria de música e agora divide um pouco desse conhecimento com os leitores da AmaJazz, recordando personagens e cenário da Nova York dos anos 70.

Quem vem a seguir, em dose dupla, é o nosso conselheiro em terras cariocas: Antônio Carlos Miguel. Grande incentivador da AmaJazz, preocupado que estava com o repentino sumiço, ACM foi estimulante em todas as etapas deste retorno. Seu entusiasmo era tão grande que ele se dispôs a enviar dois textos, um sobre Laura Nyro, outro sobre Milt Jackson.

Por fim, João Carlos Rodrigues, autor de Criaturas que o Mundo Esqueceu, um dos melhores livros dos últimos tempos (vá atrás!), comparece trazendo sua opinião sobre três discos definitivos de Charles Mingus.

Aproveite a primavera jazzística e boa leitura!


Leia todos os textos

São bonitas as canções

Eric Nepomuceno conta a história de uma música que havia sido escrita anos antes e depois ficou lá, esquecida, não num fundo de armário: num fundo de fita

Autor: Márcio Pinheiro

Jornalista, roteirista, produtor cultural

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