Brilho das estrelas

João Carlos Rodrigues lembra Les Étoiles, dupla de brasileiros que fez sucesso em Paris

Para ser lido ao som de Les Étoiles em Live au Discophage

Foto: Reprodução

Nos anos 70, uma dupla de cantores brasileiros fez grande sucesso na França, gravando oito discos em nove anos de carreira. Formado em 1974 em Barcelona, o duo mudou-se no ano seguinte para Paris e, em 1976, lançou seu primeiro LP, Meu Coração é um Pandeiro. Na sequência vieram o LP Piratas do Sentimento e, em 1978, um compacto simples contendo as canções Cassino e Maracujá.

Na década de 80, os dois lançaram os LPs Les Étoiles Live (1980), The Best of (1982), Sina de Ciganos (1985) e Les Étoiles au Forum (1986), um compacto simples contendo as canções Suba na Baleia e Canção pra Inglês Ver (1983), além de ter gravado participações nos discos de Gonzaguinha De Volta ao Começo (1980) e Coisa Mais Maior de Grande (1981).

Nenhum dos discos dos Les Étoiles – com exceção da coletânea The Best of – foi lançado comercialmente no Brasil, vê se pode. Exibiam-se travestidos como as Dzi Croquetes, de maneira irônica. Fazer sucesso em Paris não é para qualquer um não.

Eles foram Rolando (Faria) e Luiz Antonio, conhecidos como Les Étoiles. O primeiro também violonista e arranjador, o segundo solando nos vocais. Luiz Antonio faleceu em 2002 e Rolando na semana passada.

Eram realmente bons como podemos verificar aqui numa faixa do disco Live au Discophage, de 1979, onde interpretam dois hits da bossa nova O Barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) e Samba de Verão (Marcos e Paulo Sergio Valle), mas ao modo deles.Tiremos o nosso chapéu que eles merecem.

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