De hoje a domingo, cidade histórica recebe a 16º edição do Bourbon Festival
Quase sempre, grandes eventos apequenam a música. O que não impede que esta se imponha, seja também enorme. Mega festivais, seja Rock in Rio (pioneiro no formato que impera nas últimas décadas), Lollapalooza, The Town, Coachella, atraem multidões por múltiplas razões, atrações. Parques temáticos culturais que oferecem de tirolesas a jogos eletrônicos, bares, raves e também música. Esta, para todos os gostos.
Introdução para falar da 16º edição do Bourbon Festival Paraty, que, de hoje a domingo, tem o propósito de “celebrar a raiz africana na música global”. E o que é melhor, de graça, para quem quiser chegar, espalhada por diversos palcos. O elenco desse ano é mais uma vez diversificado, incluindo artistas da ou radicados na cidade histórica e atrações nacionais e internacionais. Entre estas, o guitarrista estadunidense Mike Stern, que fará um tributo a Miles Davis, com quem tocou e gravou na fase final do trompetista que teria completado 100 anos na semana que acaba.
Stern, com participação do trompetista brasileiro Sidmar Vieira, é uma das atrações do Palco Matriz, na noite de encerramento, que será aberta por Afrojobim & Nanny Assis convida Toninho Horta – em grupo que também inclui o contrabaixista Jorge Helder, o violonista/guitarrista Marcilio Figueiró e o percussionista Ronaldo Silva.

do projeto Afrojobim em Nova York / Divulgação
Desde o fim de 2025, acompanho (e contribuo com) o projeto-sonho de Nanny Assis, compositor, cantor, percussionista e violonista baiano radicado desde o fim dos 1990 em Nova York. Em fevereiro passado, começou a virar realidade: o concerto no qual temas de Antonio Carlos Jobim dialogam com os sons que vieram da África estreou no Dizzy’s Club (Jazz at Lincoln Center). Entre os músicos que participaram no palco (e também nas gravações para um disco e documentário) estava Ron Carter, contrabaixista que tocou em todos os álbuns de Jobim gravados nos EUA.

Toninho Horta se juntou ao projeto, gravando algumas faixas durante passagem recente por Nova York e, agora, também subirá ao palco. Obra em construção que passeia por, entre outros clássicos, “Água de beber”, “Chovendo na roseira”, “O boto”, “O morro não tem vez”, “Piano na Mangueira”.
Convidado pela produção da Afrojobim, poderei conhecer ao vivo este e alguns dos muitos shows do domingo. O festival se espalha por seis palcos (Matriz, Santa Rita, Rosário, Quadra, Igreja e Cinema na Praça) e, inspirado em Nova Orleans, ainda conta com bandas tocando pelas rua de Paraty. Detalhes colhidos in loco estarão aqui nas páginas virtuais da revista AmaJazz. Até breve.
