Leitor da AmaJazz paga meia entrada em shows de Roberto Fonseca e Ida Nielsen em Porto Alegre

Em 23 de junho, o pianista cubano e a baixista dinamarquesa se apresentarão nas comemorações dos 25 anos do teatro do Sesi, com apoio cultural da AmaJazz

O furacão de Cuba

Para ser lido ao som de Roberto Fonseca em Yesum

Pianista cubano Roberto Fonseca subirá ao palco acompanhado pelo seu trio (Foto: Alejandro Azcuy/Divulgação)

Muitos dos furacões que periodicamente varrem a música cubana vêm em forma de dedos ágeis, pegadas poderosas e ideias jorrando em profusão sobre o teclado do piano. O exemplo mais recente é Roberto Fonseca, 47 anos, quase uma dezena de discos gravados e uma herança musical que segue uma linha evolutiva que compreende tanto os conterrâneos Chucho Valdés e Gonzalo Rubalcaba quanto os americanos Herbie Hancock e Chick Corea. E quem lhe ouve pinçando notas e acordes no piano pode compreender tudo o que se fala dele. Nome de primeira linha do moderno jazz cubano, Roberto Fonseca é também um conhecedor de muito do que se faz em matéria de música pelo Caribe. Quem quiser conhecê-lo ainda mais de perto terá como oportunidade o show em que ele, à frente de seu trio – formado por Yandy Martinez, nos contrabaixos acústico e elétrico, e Ruly Herrera, na bateria – será a atração principal na noite do próximo dia 23, no Teatro do Sesi. No set que será aberto pela participação de uma banda gaúcha a ser escolhida pelas redes sociais do Sesi/RS e terá na sequência a baixista dinamarquesa Ida Nielsen, Roberto Fonseca será o responsável pelo encerramento do evento que faz parte das comemorações dos 25 anos do maior teatro de Porto Alegre.

O pianista é um músico com pleno domínio de seu instrumento e de seu repertório. Seu trabalho é estruturado em cima de várias tendências musicais que se praticam em distintos lugares da América – algumas vezes com o nome de balada, de mambo ou de rumba, em outros de bachata (como no caso da República Dominicana) e/ou bolero (como em Cuba). Neste mojito musical feito por Roberto Fonseca ainda sobra espaço para a imensa riqueza musical de Cuba, que vai dos pioneiros Beny Moré e Matamoros, passa pelo erudito Leo Brouwer, pelos reis do mambo Machito e Mongo Santamaria, pelos vanguardistas Juan Formell e Chucho Valdés e deságua nos expatriados Arturo Sandoval e Paquito D’Rivera. Por aqui, Roberto Fonseca mostrará o nono álbum de sua carreira, Yesun, lançado há três anos e que combina desde jazz e música clássica até rap, funk, reggaeton e música eletrônica.

Essas influências, Roberto Fonseca já traz no código genético: seu pai era o baterista Roberto Fonseca, Sr., sua mãe, Mercedes Cortes Alfaro, cantora profissional (ela canta no álbum solo de seu filho, Zamazu), e seus dois meio-irmãos mais velhos do casamento anterior de sua mãe com o pianista e músico Chucho Valdés: Emilio Valdés (bateria) e Chuchito Valdés Jr. (piano). Após um rápido início pela bateria, Roberto Fonseca, aos oito anos, passou a ter aulas de piano. Aos 15, participou de seu primeiro festival. Antes da virada do milênio, ele já havia feito seu álbum de estreia, En El Comienzo, lançado em 1999.

Para esta turnê brasileira, Roberto Fonseca montou o repertório em cima de do nono álbum de estúdio, Yesun, um trabalho inspirado nos nomes de duas divindades da água de religiões baseadas em Iorubá. Yesun, é uma combinação de Yemoja (para nós, Iemanjá), a deusa dos mares, e Oshun (para nós, Oxum), deusa dos rios. Através do título de seu álbum, o pianista quis comparar a vitalidade e fluidez da água com a da música.


A princesa do baixo

A dinamarquesa Ida Nielsen é um dos grandes nomes de seu instrumento na atualidade

Para ser lido ao som de Ida Nielsen em Turnitup

Ida Nielsen foi baixista da banda de Prince (Foto: NPG Records/Divulgação)

Antes de Roberto Fonseca, será a vez de o público gaúcho ouvir Ida Nielsen. Dinamarquesa – baixista e compositora – Ida Nielsen traz em seu currículo uma temporada na banda que acompanhava o falecido Prince. Além do astro pop de Minnessota, Ida Nielsen também teve passagens pelas bandas Zap Mama, da Bélgica, pela Michael Learns to Rock (grupo pop da sua terra natal) e pelo conjunto funk New Power Generation, dos Estados Unidos, que também servia como banda de apoio de Prince.

O baixo elétrico é seu instrumento principal e dele Ida Nielsen tira um som com uma levada forte, com clara inspiração em outros nomes importantes como Stanley Clarke, Jaco Pastorius e James Jamerson.

Em Porto Alegre, ela fará um show em que deve mostrar composições que estarão no novo trabalho e também músicas que integram Turnitup, seu disco de 2016. Para esta turnê, Ida vem acompanhada pela banda The FunkBots, que conta com Phong Le-Tran nos teclados, Oliver Pape Engqvist na guitarra, Jon Grundtvig Poulsen na bateria e Kuku Agami nos vocais.

E lembrando: a atração que fará a abertura do evento será eleita em um concurso entre grupos gaúchos de música instrumental. O público escolherá o vencedor em votação nas redes sociais do Sesi RS


UMA NOITE DE JAZZ

Roberto Fonseca Trio + Ida Nielsen & The Funkbots + banda de abertura

Quando: quinta-feira, 23 de junho, às 20h30

Onde: Teatro do Sesi, Av. Assis Brasil, 8787 – Sarandi, Porto Alegre/RS

Leitores da AmaJazz pagam meia entrada! Basta selecionar o ingresso “AmaJazz” na hora de concluir a compra na plataforma Sympla.

INGRESSOS

Mezanino: R$ 30 (meia)/R$ 60 (inteira)

Plateia alta: R$ 45 (meia)/R$ 90 (inteira)

Plateia baixa: R$ 60 (meia)/R$ 120 (inteira)

Plataforma Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/73319/d/138620

Bilheteria do Teatro do Sesi: somente no dia das apresentações, a partir das 19h

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