Para ser lido ao som de Dizzy Gillespie em Pelé.

Pelé é jazz. No pensamento instantâneo, na criatividade, na ginga, na agilidade e – em especial – na capacidade de improviso.
Pelé era ainda despojado. Não havia firulas, nem floreios – e as poucas que haviam eram objetivas. Direto ao gol.
Pelé foi, pelo menos em uma música, a encarnação do jazz. Está em Bahiana, um dos discos mais brasileiros e menos conhecidos de Dizzy Gillespie, uma espécie de Pelé (misturado com Garrincha) do trompete. A composição é de Al Gafa, guitarrista pouco lembrado mas com grandes participações em centenas de sessões de estúdio ao lado de Kai Winding, Michel Legrand, Carmen McRae, Sammy Davis Jr., Sylvia Syms, Morgana King, Shirley Horn. Entre os brasileiros, Gafa era próximo de Astrud Gilberto. Seu único disco solo chamava-se Leblon Beach.

Que baita comparação!!! Mas Pelé é Jazz jogando porque cantando…. Rssss
Na minha mente já vem aqueles lances em preto e branco e a trilha de percussão e trompete a todo vapor!!!