Outros 50 na quarentena

Você pediu (mentira, ninguém pediu, mas muitos elogiaram) e AmaJazz atende: aí vai a segunda lista com dicas dos nossos amigos, colaboradores e conselheiros para você enfrentar com boa música estes tempos sombrios. Agora são 48 novos votantes no nosso tradicional colégio eleitoral. Os únicos que repetem votos sou eu – na condição de CEO, mandatário, ser supremo da AmaJazz – e o grande conselheiro Roberto Muggiati, que teve papel fundamental nesse e em tantos outros projetos lítero-musicais. Detalhe desta enquete: se na primeira versão os votos foram mais pulverizados, nesta, Kind of Blue disparou com seis votos.

(A primeira lista está em Jazz em tempos de quarentena.)

Arte: Gilmar Fraga

Meu voto é Dizzy Gillespie And The United Nation Orchestra, a melhor maneira de unir os povos através da música

À lista:

Ana Maria Bahiana, jornalista
Eu escolho a trilha de Ascenseur pour l’Échaffaud, de Miles Davis. Porque é Miles e porque leva você a Paris dos anos 50, sem sair de sua quarentena.

Anselmo Vasconcellos, ator
Voto no álbum A Levada do Jazz, de Bia Sion, por ser uma coletânea dos mais significativos standarts do jazz.

Antonio Bivar, dramaturgo e escritor
Fico com Dave Brubeck, de Time Out que tem a ótima Blue Rondo a la Turk. Sofisticado. Cool. Clássico. Um jazz que foi grande inovação na década de 50 e em tempo de Covid-19 ajuda a suportar a quarentena. 

Antonio Carlos Miguel, jornalista
Vou de um título recente, ao vivo, de um veterano: 8: Kindred Spirits – Live from the Lobrero, do saxofonista Charles Lloyd, que completou 82 anos no dia 15 passado. São quatro longas faixas, incluindo o clássico La Llorona, popularizado por Chavela Vargas. 

Beto Callage, publicitário
Fico com Bill Evans em You Must Believe In Spring. Além do título, claro, simbólico, pelo incrível lirismo e delicadeza do mais genial de todos os pianistas de jazz. Emocional, bonito, suave, o piano de Bill Evans quase sussurra nos ouvidos atentos. A faixa que abre o disco B Minor Waltz (For Ellaine), é tão linda que nem sei que dizer. 

Bruno Melo, produtor cultural
Em homenagem a Itália, país que nos brindou com sua música magnifica por séculos e que hoje sofre de forma mais severa com o coronavírus, indico Mare Nostrum, álbum magnifico com Paolo Fresu no trompete e flugelhorn, Richard Galliano no acordeon e bandoneon e Jan Lungren no piano. Um trabalho meditativo e com arranjos delicados, sinto que serve tanto para confortar-nos nas noites mais solitárias, quanto alegrar os almoços em família (que os italianos tanto valorizam e com razão). 

Cláudia Laitano, jornalista
Court and Spark é um dos grandes discos de uma das maiores artistas do século 20. Neste álbum lançado em 1974, Joni Mitchel está em pleno vigor criativo como instrumentista e como compositora. Quem escreve uma letra como Down to You nem precisaria tocar. Mas ela manda ver no som também. 

Daisson Flach, advogado e pianista
Voto em Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette em After the Fall. Não bastasse o título profético e adequado a esses dias tão incertos, After the Fall é um álbum duplo gravado após dois anos de afastamento de Keith Jarrett em razão da síndrome de fadiga crônica. É, portanto, a volta aos concertos ao vivo do meu pianista favorito. Interpreta, com seu estilo único e na companhia de seu velho time de gigantes, temas de grandes compositores como Bud Powell, Charlie Parker, John Coltrane, entre outros. Lançado em 2018 pela lendária ECM Records, é um feliz reencontro com o genial Keith Jarrett.  Música profunda, inesgotável.

Daniel Wolff, violonista
O que tenho ouvido com mais frequência (está sempre no meu CD player) é o Almanaque Popular, do Luizinho Santos Octeto. Creio que temos música de excelente qualidade feita aqui mesmo no Rio Grande do Sul e, além de eu gostar muito de ouvir, tem a vantagem de prestigiar aquilo que é nosso. 

Diego de Godoy, diretor e roteirista
Baltimore, de Nina Simone. É meu álbum favorito dela, não sei se é o melhor, mas é pessoal. Foi muito difícil encontrar, e quando achei numa Tower em Londres eu cheguei a abraçar o CD. Depois, olhei para o lado para ver se alguém tinha percebido. Acho ele lindo do começo ao fim, e tem That’s All I Want From You, que é uma música que me basta nesta quarentena onde não há muito o que fazer senão ter tranquilidade e ficar bem com poucas coisas e ações. Entre elas, a companhia das lembranças. 

Emílio Pacheco, jornalista
Jazz for When You’re Alone é uma de várias coletâneas Jazz for… lançadas no Brasil em 1998 pela Trama. Onze temas acessíveis e relaxantes para trazer um pouco de paz em meio ao caos. 

Ernesto Fagundes, músico
Introduction to a Mighty Theme, com Joe Zawinul. Esse é o som, meu irmão! Influência de todas as tribos do mundo. Viva Joe Zawinul! 

Eurico Salis, fotógrafo
Life is a Journey, com Djabe & Steve Hackett. Banda formada em Budapeste, em 1995, conta com a parceria do guitarrista Steve Hackett, ex-Genesis que incorpora a elegância de timbres a música do Djabe. Escuto da manhã à noite este CD. 

Felipe Milach, funcionário público
O que eu tenho ouvido mesmo é um disco chamado Discreet Music, do Brian Eno. É quase ambient. Com esse negócio de ficar em casa, tudo o que eu não quero é ouvir algo que me agite. 

Felipe Vieira, jornalista
Eu sigo ouvindo Nina Simone e nesses últimos dias ouvi muito Live In Paris. Adoro ela cantando ao vivo o clássico Aint Got No/I Got Life e a interpretação de “Just in Time“, segue me arrepiando, bem como When I Was a Young Girl, com ela sozinha no piano, o arranjo “africano” de Don’t Let Me Be Misunderstood é extraordinário. O álbum é todo maravilhoso, mas a interpretação de Ne Me Quitte Pas, em Paris deve ter chocado os franceses presentes. E eu sempre fico pensando o que ela diria hoje sobre fotos em pleno show, na gravação se ouve ela repreendendo os “fãs fotógrafos”. Nina Simone é uma excelente companhia para esses dias de reclusão. 

Fernando Bueno, fotógrafo
Chet Baker em Chet Baker Sings. Porque ele canta de um jeito único e toca como ninguém. Tudo certo. Impecável. 

Gil Kurtz, publicitário
Recomendo Dinah Washington em Mad About the Boy. Foi a primeira figura do jazz que conheci graças aos amigos Geraldo Flach (que infelizmente já partiu) e Sepé. Duas feras. 

Gilmar Fraga, ilustrador
Fico com Summerwind, com Lars Danielsson (contrabaixo e violoncelo) e Paolo Fresu (trompete e flugelhorn). Porque é contemplativo, calmo, suave, com uma grande variedade de tons e maravilhosamente bem executado. Bom pra desenhar, trabalhar, cozinhar, bebericar uma taça de vinho ou vermute, e ver a fumaça do cachimbo se dissipar perto da janela. 

Gustavo Machado, jornalista
Unforgettable, do Joe Pass.  Ele sempre conseguiu congregar o melhor de todos os grandes guitarristas. É técnico, é rápido, rico no arsenal de frases de improviso. Pass é intenso e despretensioso. Mas, antes de tudo, é um homem que respeita as melodias ao reinventá-las. Talvez este seja o mais pungente dos álbuns dos seus álbuns, que vai na linha de Virtuoso. Introspectivo, é uma ótima companhia para estes nossos tempos de reflexão compulsória. E tocante, sim, mas sem ser meloso nem sentimental. É um mergulho no coração da boa música. Se o retiro faz com que encontremos a nós mesmos, é melhor estar em boa companhia. 

Hugo Sukman, jornalista
Take Ten, do Paul Desmond em 1963, pela suavidade, tão necessária para o momento, para nos tranquilizar; sem abrir mão da ousadia formal, musical e artística, para nos instigar e fazer olhar para frente. E é a primeira parceria do Paul Desmond com o guitarrista Jim Hall, que tantos frutos daria nos anos seguintes, em discos como Bossa Antigua e principalmente From the Hot Afternoon, este só com temas de Edu Lobo e Milton Nascimento. Na verdade, acho que ouvir Paul Desmond dessa época, totalmente influenciado e encantado pela música brasileira (a versão de Samba do Orfeu, do Bonfá, é incrível), é lembrar do papel que o Brasil já teve e pode ter no mundo, e espantar a tristeza, o vexame atual.

Heitor Schmidt, ator, locutor e dublador
Milestones, do Miles Davis, de 1958, ano em que nasci. Descobri o LP novinho, quase intacto na discoteca da Rádio Progresso de Ijuí, nos anos 80 e imediatamente passei para a fita cassete. E como a quarentena é algo muito pessoal, eu queria ouvir esse disco, porque é o que está na minha memória.

Higino Barros, jornalista
Como sou muito conservador fico com dois músicos clássicos (e considerados os melhores nos seus quadrados, do gênero; Ella Fitzgerald e Duke Ellington, num encontro que tiveram em 1967: Ella & Duke At The Côte D’Azur. Ella canta um repertório da época que tem até Só Danço Samba, num português arrastado, entre outras preciosidades. Bossa Nova é foda! 

Ivone Belém, jornalista
Indico a Diana Krall em When I Look in Your Eyes. Eu e João Donato conhecemos a Diana Krall juntos com este disco, que marca as nossas primeiras semanas de amor entende?

Ivo Perelman, saxofonista
Escolho A Love Supreme, de John Coltrane, pela grande espiritualidade da gravação.

James Liberato, guitarrista
Vou de Bobby McFerrin em Bang!Zoom. Porque é uma delícia de ouvir e tem uma mensagem espiritual muito útil em dias de transformação que estamos vivendo. 

João Donato, cantor e compositor
Indico The Tokyo Blues, do Horace Silver. Ele é meu pianista favorito e as composições dele são sempre alto-astral. Ele transmite muita alegria. Ele acreditava que o jazz tem que ter bom humor. Não é a melhor música ou a mais importante que está em questão. É um álbum que me deixa feliz, um bálsamo. E a missão da música é provocar emoções, né? 

José Antonio Silva, jornalista
Voto no Live do violinista Stephane Grapelli com o bandolinista David Grisman. Um disco, entre milhares de outros, que eleva a mente e a alma, com um toque de energia. 

Jotabê Medeiros, jornalista e escritor
Escolho Blue Nights, do trompetista Itamar Borochov. Porque é uUma ponte entre a música sufi e espiritual do Oriente e o jazz de Coltrane e Miles. Um mergulho no caráter sagrado da música sem os clichês religiosos. 

Juliano Corbellini, sociólogo
Chet Baker em My Funny Valentine. Para lembrar qual é a verdadeira alma de Roma.

Lira Neto, escritor
Vou de Kind of Blue. Uma obra-prima, com Davis acompanhado de  Bill Evans, John Coltrane, Jimmy Cobb, Paul Chambers e Julian Adderley. O jazz nunca mais seria o mesmo depois daquelas cinco faixas nas quais o improviso criativo redefiniu a própria forma de fazer e ouvir música.

Luciano Albo, músico e produtor musical
Acredito que sempre é hora de voltar ao grande Kind of Blue. Pois é atemporal, traz uma linguagem que agrada mesmo os leigos. Seu título também pode ser visto como “um tipo de tristeza”, que bem ou mal é o que paira no ar nesse momento. Acho que uma audição com entrega (sem fazer mais nada) deste clássico nos dá esperança para encarar o que temos pela frente. 

Luciano Leães, pianista
Allen Toussaint com The Bright Mississipi. O nome do disco é uma música do Thelonious Monk. O álbum tem participação especial do Joshua Redman, Bred Mehldau, Don Byron e Jay Bellerose. Sem falar das releituras de temas de nomes como Jelly Roll, Duke Ellington e Django Reinhardt. E nem precisava disso tudo, afinal é mais uma obra do icônico pianista de New Orleans Allen Toussaint. 

Luis Fernando Verissimo, escritor
Acredite ou não, tenho ouvido meu jazz pela Internet, especificamente por um programa chamado Jazz on the Tube e mais especificamente por apresentações de alunos e ex-alunos, se entendi bem, de uma escola de música de Barcelona, uma ótima gurizada que além de jazz gosta muito de música brasileira. Presta atenção, se puder, numa bela catalã chamada Andrea Motis, que além de cantar toca trompete e sax alto e improvisa como gente grande. No outro dia ela andava por uma rua de Barcelona cantando o Antonico do Ismael Silva, em português, veja só. No mais, sempre temos o Zoot Sims, para acompanhar nosso desterro. 

Mauro Borba, radialista
Eu indico Ballads, do John Coltrane, que foi o disco que me fez parar para ouvir jazz lá na longínqua década de 80. Foi o disco do gênero que mais ouvi, abrindo caminho para outras sonoridades, uma vez que sempre fui muito do rock e da música pop em geral.

Michel Laub, escritor
Vou num óbvio: Kind of Blue, do Miles Davis. Porque gosto das variações em cima de um tema que se repete, talvez isso combine com meu temperamento literária e existencialmente obsessivo.

Militão Maya Ricardo, professor do Senac
Sarah Vaughan em You’re Mine You, com arranjos de Quincy Jones. A voz da divina Sarah é um bálsamo calmante nestes tempos conturbados. 

Nilton Fernando, jornalista
Eu sugiro A Love Supreme, de John Coltrane, uma obra-prima do jazz de construção aparentemente simples. É uma declaração espiritual da fé de Coltrane em Deus e na sua “salvação”. Nada a ver com religião, e sim uma profunda manifestação de espiritualidade. São 33 minutos de reconhecimento e gratidão. 

Pedro Verissimo, cantor
Confesso: sempre presto mais atenção na música quando tem um vocalista – quem poderia imaginar? Mas alguns instrumentos cantam também, como o trompete. Então me inspirei no doc do Miles Davis na Netflix e fui escutar algumas das gravações que ele fez de “músicas cantadas”. Acabei parando mais tempo no álbum Porgy and Bess, com versões para as canções dos Gershwin para o musical (ópera?) de mesmo nome. Para mim, uma excelente chance de estudar um pouco a divisão, respiração e principalmente as variações de melodia e comparar com o canto. Mas, para qualquer um, uma excelente fuga do vírus lá fora. E que arranjos! 

Ricardo “Kadão” Chaves, fotógrafo
Andrea Motis e Joan Chamorro em Live at Jamboree, pela surpresa, pela novidade de ver um(a) estrangeiro(s) com tanto carinho pela música brasileira como vi uma vez ao vivo com Stan Getz. 

Ricardo Freire, comandante na empresa Viaje na Viagem
Vou de Toninho Horta & Carlos Fernando em Qualquer Canção, porque traz a MPB ortodoxa para o ambiente do jazz. Os caras conseguiram fazer uma versão jazzística de Pedro Pedreiro, são gigantes demais. Pegam alguns dos biscoitos mais finos do Chico Buarque e devolvem como pâtisserie.

Ricardo “Gringo” Machado, diretor de produção
Louis Armstrong e Ella Fitzgerald em Porgy & Bess. Para este angustiante momento e por toda a minha vida, Louis Armstrong muito me alegra. Influência do meu amado pai que me fez apreciar música e principalmente o jazz. 

Rita Zanon, advogada
Kind of Blue, do Miles Davis. Porque é um disco de estúdio que reúne os maiores gênios do jazz, tal qual o conhecemos, começando pelo próprio Miles Davis e mais John Coltrane, Bill Evans, entre outros. Qualquer pessoa que tenha acesso e oportunidade de ouvir uma, duas, ou mais vezes, essas obras se torna um AmaJazz. 

Roberto Muggiati, jornalista
O disco que eu levaria para uma ilha deserta, por puro lazer, seria New Bottle Old Wine, com a orquestra de Gil Evans, tendo Cannonball Adderley como solista. É uma pequena história do jazz em oito composições – de St. Louis Blues a Bird Feathers. Cannonball e Art Blakey estão magistrais e, é claro os arranjos do maestro Gil. 

Robson Pereira, psicanalista
De pronto: Miles Davis em Kind of Blue. Por So What e Blue in Green. A primeira com aquela abertura de baixo e piano dialogando, quase hesitantes quanto a direção a seguir. E aí a frase musical encontra seu caminho com Miles dando a direção. Como Bill Evans escreveu na contracapa, improvisations para consagrar aquele momento único. E é seu piano que marca o início de Blue in Green, acompanhado por um som de trompete tão profundo que nos faz acreditar que as ameaças deste tempo podem ficar do lado de fora de nosso corpo e de nossa casa. 

Rodrigo Vizzotto, jornalista
Fico com o disco Tutu, do Miles Davis, porque nesta obra há uma inclinação para o fusion, smooth jazz e até uma pegada funk e pop, com sonoridades mais contemporâneas. Para meu gosto na época, soava como uma inovação instrumental que consolidava ainda mais o gênero eletrônico, com sintetizadores e todo aparato tecnológico. Mesmo travando forte crítica com os jazz-conservadores, o álbum também culminou para abertura e aceitação de públicos mais ecléticos. Para tempos de confinamento, é bom reconstituir algo atual executado por mais de 30 anos, e que ainda é atual. 

Rogério Mendelski, jornalista
Escolho Hugh Laurie no álbum Didn’t it Rain. Piano e voz no estilo bluseiro que e deve ser ouvido, de preferência, sozinho em casa, com um copo de Campari. 

Saul Duque, publicitário
Time Out do Dave Brubeck, pela história linda da pesquisa que o Brubeck fez na África após dar baixa do exército na II Guerra, pelo sax elegante do Paul Desmond, pelas obras-primas rítmicas que são as faixas, principalmente Take Five

Sepeh de los Santos, diretor da Fon Fon Music
Chick Corea em Return to Forever. Porque é ducaralho!

Zé Nogueira, saxofonista
Nesse tempo de pandemia as coisas estão mudando muito rapidamente e nenhum disco que represente melhor uma mudança de paradigma do que Kind of Blue do Miles Davis!

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