A mágica do improviso

Reinaldo Figueiredo oferece sua pílula do Dr. Jazz recolhida durante um show de Paquito D’Rivera e repleta de ensinamentos edificantes

Para ser lida ao som de Paquito D’Rivera com a United Nations Orchestra em Seresta-Samba for Carmen
Paquito D'Rivera no 19° International Jazz Festival de Punta del Este (Foto: Jimmy Baikovicius/CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons)
Foto: Jimmy Baikovicius/CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons

O saxofonista e clarinetista cubano Paquito D’Rivera é desses caras que gostam de contar uns casos durante os shows. Um desses casos foi o seguinte: um dia ele foi tocar numa importante sala de concertos e, depois do show, uma senhora foi falar com ele, dizendo que era professora de piano e que tinha gostado muito de uma das músicas que o grupo tinha tocado. A senhora perguntou se ele poderia lhe dar a partitura, para ela tocar em casa. Na mesma hora ele pegou uma folha de papel, que estava ali no palco, e deu de presente para a senhora. Ela olhou bem para a partitura, que só tinha uma folha, com poucos pentagramas preenchidos. Depois de ler e solfejar a música, ela disse: “Mas a composição não é esta… Vocês tocaram mais de quinze minutos e aqui não tem nem um minuto de música”. O Paquito teve que explicar que aquilo era só o tema, e que o resto eles tinham inventado ali, na hora. A velha professora de piano então se tocou de que tinha assistido a um show de mágica.

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