Nada pessoal: nãos para quase todos

Razões para raramente falar de lançamentos da música brasileira contemporânea

Aproveito o generoso espaço da Revista AmaJazz para atualizar minha situação profissional nesse ano que começa a dar adeus. Mesmo que em 2024 tenha publicado algo aqui e ali, continuo fora da grande “mérdia” (copyright para o saudoso guru Ezequiel Neves). Portanto, continuo acompanhando tudo o que me interessa na música – e coisas que descarto após conferir -, mas, não estou disponível para comentar (ou entrevistar) muito ou quase tudo do que chega a meus ouvidos, sejam discos ou shows  recomendados por assessores, amigos, artistas, produtores… 

Rememorando, recentemente, em novembro, foram duas reportagens especiais para “O Globo” (perfil não autorizado do jovem Lulu Santos e a expectativa para a participação brasileira no 25º Grammy Latino), aproveitando que fui cobrir a semana completa em Miami para a Revista UBC (União Brasileira de Compositores).

Em outubro, cuidei de uma capa para a “Billboard BR” sobre Bethânia e Caetano e a turnê que vem rodando o Brasil. E, em maio, fiz uma capa de domingo para o “Estado de S. Paulo” (Caderno 2) sobre a trilha de balé que Tom Jobim criou no inícios dos anos 1960 para a coreógrafa Dalal Achcar, que a guardava desde então. Esta foi a primeira obra inédita descoberta desde a morte do compositor carioca, há 30 anos (a se completar no próximo dia 8 de dezembro), e, por sinal, inicialmente, tentei emplacar a publicação em veículo do Rio.

Por fim, no início do ano, também assinei seis volumes na Coleção Rock da Folha, edição coordenada pelo caro colega Helton Ribeiro, que, há uns seis anos vive on the road ao redor do mundo.

Trabalhos que me deram prazer, mesmo com os baixos cachês. Também por prazer, e quando me dá na telha ou quero justificar acesso a concertos, filmes, discos e livros que me interessam, tenho publicado (0800 total) aqui na  AmaJazz. Onde, como comentei acima, adotei por princípio não cobrir novos lançamentos. Tem muita coisa bacana, que me encanta, mas, daí, passaria meus dias escrevendo sem parar.

Não é nada pessoal, portanto.

PS: O idealizador e editor Márcio Pinheiro e eu temos tentado recursos, patrocínio para profissionalizar a AmaJazz e assim pagar o luxuoso time de colaboradores que frequenta essas páginas virtuais. Continuaremos insistindo.

Sanhaço no pé de acerola

PS2: o vídeo acima, do sanhaço no fim da tarde de 40º no Rio, vai como brinde, com, ao fundo, “To a child”, por Dianne Reeves e Billy Childs, do álbum “Map to the Treasure: Reimagining Laura Nyro”.

PS3: Faltou explicar melhor, não adianta eu ficar tentando emplacar na grande imprensa reportagens sobre novos discos e artistas, novos ou não. Para isso já existem suas (reduzidas) equipes, também com dificuldade para conseguir espaço àqueles que não colecionam zilhões de views, likes e demais indicadores de popularidade atuais.

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Autor: Antonio Carlos Miguel

Amador de música desde que se entende por gente. Jornalista, fotógrafo especializado no mundo dos sons combinados.

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