No balanço de Dick Farney

Tárik de Souza ressalta o talento pianístico do grande cantor

Para ser lido ao som de Dick Farney em Dick Farney Apresenta sua Orquestra no Auditório de O Globo

Foto: Arquivo público nacional/Wikimedia Commons

No começo dos anos 70, o pianista Bill Evans fez um concerto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e sua empresária na época, Helen Keane, me concedeu 15 minutos para entrevistá-lo no intervalo do primeiro para o segundo set.

Ele voltava de SP, onde disse ter visto um pianista brasileiro “muito bom”.

Perguntei quem era e qual não foi minha surpresa: “Dick Farney”.

Franésio Dutra e Silva era considerado um pianista de segunda pelos nossos queridos experts brasucas, mero copiador do Dave Brubeck, com o que nunca concordei, é claro.

Aliás, tenho reouvido muito o disco de um show que ele gravou no auditório de O Globo, em 1959, onde em alguns números ele emula…o quarteto de Dave Brubeck (de propósito é claro), com o Paulo Moura no papel de Paul Desmond.

Em outros, o baixista do grupo é um tal de Ed Lincoln, que apenas dois anos depois se transformaria em organista e rei do sambalanço.

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