Meu amigo Radamés

Ou como diz Yamandú Costa: “Radamés Gnattali é o mestre dos mestres, o máximo dentro da linguagem da música popular e um dos alicerces fundamentais da nossa história”

Para ser lido ao som de Radamés Gnattali e Paulinho da Viola em Sarau para Radamés

Radamés Gnattali por Daniel Kondo
Arte: Daniel Kondo

Parte I – O início

Reza a lenda: certa vez, o maestro Radamés Gnattali, a cantora Zezé Gonzaga e a Camerata Carioca preparavam-se para um show no Teatro João Caetano. Radamés, insatisfeito com uma série de detalhes, interrompeu o ensaio e, bem a seu estilo começou a praguejar contra tudo e contra todos. Zezé tentando acalmá-lo dizia que na hora do show tudo se acertaria. Ainda com ar revoltado, Radamés voltou-se para a cantora e, para não perder o embalo, disse: “E tu, Zezé, vai ser afinada assim na puta que pariu!”.

Essa pequena anedota, uma das histórias mais curiosas e divertidas da música brasileira, encerra em si algumas verdades sobre o comportamento e a postura do maestro gaúcho: o vasto conhecimento musical, a busca constante pela perfeição e o reconhecimento a quem tem talento. “Radamés Gnattali é o mestre dos mestres, o máximo dentro da linguagem da música popular e um dos alicerces fundamentais da nossa história”, elogia o violonista Yamandú Costa, um dos tantos admiradores de Radamés Gnattali. “Eu conheci a obra dele através do Raphael Rabello. E foi uma coisa assim: quando eu ouvi – e eu tinha eu tinha uns 15 anos por aí – foi algo que mudou a minha cabeça, porque era uma música que não tinha não nenhuma  ligação com aquilo que eu até então conhecia”.

A busca pela excelência musical acompanhou Radamés desde a infância. Nascido em Porto Alegre, em 27 de janeiro de 1906 (mesma data de aniversário de Wolfgang Amadeus Mozart), o compositor, arranjador, regente e pianista era o filho primogênito de Adélia Fossati Gnattali, uma pianista gaúcha descendente de italianos, e de Alessandro Gnattali, um imigrante italiano radicado em Porto Alegre. Com este berço, a influência musical foi natural e hereditária. O pai, marceneiro, sempre foi apaixonado pela música, principalmente pela ópera, tendo sido aluno de César Fossati. Inspirado pelos novos ensinamentos artísticos, Alessandro deixou a marcenaria de lado, tornando-se músico profissional – era  fagotista – e, posteriormente, passou também a atuar como regente. A proximidade com a família Fossati fez com que ele se envolvesse com Adélia, uma das filhas de César, com quem casou-se e teve três filhos: Radamés, Aída e Ernâni, os três nomes retirados de óperas de Verdi. Outros dois filhos nasceriam depois, porém sem nenhuma referência artística: Alexandre e Teresinha.

Foi a mãe a primeira professora de Radamés, além da prima, Olga Fossati, que lhe deu as noções iniciais de violino. Com o instrumento, o pequeno Radamés, com nove anos, foi agraciado com uma medalha pelo cônsul da Itália, na Sociedade dos Italianos, por sua atuação como regente de uma pequena orquestra infantil. A sólida formação musical seria aperfeiçoada com o ingresso, aos 14 anos, no Conservatório de Porto Alegre para estudar piano, além de solfejo e teoria musical. Como também era um interessado pela música popular, Radamés aproximou-se de seresteiros e interessou-se ainda pelo violão e pelo cavaquinho. A multiplicidade se dava ainda no envolvimento de Radamés com o cinema, com ele participando das trilhas ao vivo para filmes mudos. “Talvez inspirado em George Gershwin, Radamés soube fazer a melhor síntese entre a música erudita e a música popular”, compara o professor Luiz Osvaldo Leite, ex-presidente da Ospa e ex-presidente da Fundação Pablo Komlós.

Em 1923, concluído o curso de piano, Radamés foi levado pelo professor Guilherme Fontainha para uma temporada no Rio de Janeiro, onde aproximou-se da obra de Ernesto Nazareth, um dos compositores que mais admirava. De volta a Porto Alegre dedicou-se a dar aulas de piano mas não ficaria pela capital gaúcha por muito tempo. No final dos anos 20, Radamés voltaria ao Rio de Janeiro – e colocaria de maneira definitiva seu nome entre os grandes da música brasileira.

Parte II – No Rio de Janeiro

Os primeiros anos de Radamés no Rio foram de dificuldades. Sem poder se dedicar com exclusividade à carreira de concertista, ele passou a se apresentar ao lado de grupos que tocavam em hotéis e também de orquestras que faziam parte dos elencos das emissoras de rádio. Houve grande momentos, como quando executou o Concerto nº 1 de Tchaikovsky no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência de Arnold Glüchman, período em que teve também a oportunidade de apresentar suas primeiras composições, todas do repertório erudito. Mas as responsabilidades de homem casado e pai de família o obrigaram a diversificar suas atividades musicais. Uma destas era atuar como arranjador da editora musical Casa Vieira Machado, além de gravar seus primeiros choros populares, com o pseudônimo de Vero (uma homenagem a Vera, sua esposa).

Ainda nessa época, Radamés começou a dedicar-se com mais afinco à música popular, passando a tocar nas orquestras de Romeu Silva e Simon Bountman, e apresentando-se em bailes de carnaval, emissoras de rádio e gravadoras. Sua capacidade de trabalho parecia inesgotável. “Foi um compositor que soube, como poucos, unir a estrutura formal da música de concerto com a espontaneidade da música popular. Deixou uma obra vasta, de grande qualidade, para uma grande variedade de formações instrumentais”, destaca o violonista Daniel Wolff, que gravou um concerto de Radamés para violão e orquestra em seu primeiro disco, além de ter apresentado este concerto ao lado de orquestras do Rio Grande do Sul, Bahia, São Paulo e Uruguai.

Tudo mudaria na vida do maestro na segunda metade dos anos 30. Não que Radamés passasse a produzir menos. Pelo contrário. Ele estava no nascedouro de um dos maiores fenômenos da história da comunicação brasileira: a Rádio Nacional. Sintonizada – em todos os sentidos – com os anseios nacionalistas de Getúlio Vargas, a Nacional foi decisiva na formação e na consolidação de uma identidade cultural brasileira. Assim, Radamés, que por lá trabalhou durante três décadas, foi decisivo para a emissora, do mesmo modo que a emissora foi fundamental em sua carreira. Um dos pontos altos de sua trajetória musical se daria em 1939, quando regeu as orquestras das rádios Mayrink Veiga e Nacional durante o espetáculo Joujoux e Balangandãs, apresentado no Teatro Municipal, e no qual foi tocada sua famosa orquestração para o samba-exaltação Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. A modernidade musical de Radamés chamou a atenção de todos.

Atuando como arranjador, Radamés deu nova dimensão à função, com inovações marcantes e com o uso criativo de cordas e metais. Seu lado sinfônico combinava perfeitamente com seu gosto popular. “Como arranjador, principalmente em seu trabalho com orquestras para a música popular, o Radamés extrapolou todas as medidas. Ele sabia como valorizar o que cada instrumento poderia dar. Ele dominava a orquestra e a caneta”, explica Tiago Flores, regente e diretor artístico da Orquestra da Ulbra, falando sobre o talento de Radamés para escrever arranjos. E acrescenta: “Radamés foi fundamental em criar um caminho entre a música erudita e popular, trazendo sua imensa bagagem de conhecimento musical”.

Parte III – O Arranjador

Os anos seguintes seriam ainda mais importantes para Radamés. Novamente, ele estaria em sintonia com os avanços musicais. Seu arranjo para Copacabana, samba-canção de Braguinha e Alberto Ribeiro, gravado em 1946 por Dick Farney, pode ser considerado como um marco na música brasileira. O ambiente camerístico do arranjo antecipou as sonoridades da bossa nova. Igualmente moderno era o quarteto Continental, que Radamés, ao piano, liderava, tendo ao seu lado José Menezes (guitarra), Vidal (contrabaixo) e Luciano Perrone (bateria).

Em 1956, ele ainda lançaria o LP Suíte Popular Brasileira para Violão e Piano, tendo como parceiro um dos maiores nomes do violão brasileiro, Laurindo de Almeida. É da mesma época sua autoria em uma das composições mais famosas de seu repertório, a suíte Retratos. Composta para orquestra e solista de bandolim, a obra foi dedicado ao amigo Jacob do Bandolim, o mesmo parceiro com quem Radamés gravaria oito anos depois o LP Retratos – Jacob e seu Bandolim com Radamés Gnattali e Orquestra, homenageando os compositores Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga. “Retratos é uma obra perfeita. Muito avançada e fundamental nesse fator de união da música popular com a música erudita”, reconhece Yamandú.

O glorioso ano de 1956 chegaria ao fim com Radamés sendo escolhido em votação realizada pela equipe de redatores e repórteres da revista Radiolândia como o melhor arranjador do ano. Ainda na década de 1950, além do trabalho nas rádios e nas gravadoras, Radamés Gnattali voltaria a se reencontrar com o cinema, produzindo trilhas para filmes como Tico-tico no Fubá (1952) de Adolpho Celi,  O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga, e Rio, 40 Graus (1955) e Rio, Zona Norte (1957) de Nelson Pereira dos Santos.

Nem velho nem novo, Radamés chegaria ao fim da década de 50 lançando o LP Radamés e a Bossa Eterna no qual interpretou doze obras de sua autoria. Radamés mais uma vez estava na vanguarda do que se fazia em matéria de música no Brasil. “Eu acredito que a imensa obra do Radamés ainda não foi devidamente descoberta, nem aconteceu ainda. É preciso que as pessoas saibam reconhecer o imenso valor do trabalho dele – e de outros como o Camargo Guarnieri – que devem ser mais divulgados. A única exceção ainda é o Villa-Lobos, que realmente é um grande compositor. Mas esse reconhecimento geral ainda vai demorar”, avalia Yamandú.

Parte Final – A TV, os jovens músicos e os últimos anos

Com a substituição do rádio pela televisão como principal meio de comunicação de massa, as orquestras radiofônicas começaram a desaparecer. Radamés se adaptou aos novos tempos e passou a trabalhar em outros estúdios, primeiro na TV Excelsior e, logo depois, na TV Globo, onde atuaria como maestro e arranjador por 11 anos, entre 1968 e 1979.

Mais próximo dos anos finais de sua vida, Radamés seria peça fundamental no movimento de redescoberta do choro, ocorrido a partir da década de 70. Ele seria um grande incentivador do surgimento de jovens instrumentistas, como Raphael Rabello, Joel Nascimento, Maurício Carrilho e a Camerata Carioca. Com a Camerata, Radamés teve um papel ainda maior: foi o padrinho do grupo.

A origem da Camerata Carioca está vinculada ao músico Joel Nascimento, que pediu a Radamés para transcrever a composição Retratos (originalmente escrita para bandolim, quinteto de cordas, cavaquinho, violão e ritmo), para a formação de conjunto de choro (três violões, cavaquinho, pandeiro e bandolim solo). Na primeira formação, além de Joel, integravam o grupo: Maurício Carrilho, Raphael Rabello, Luciana Rabello, Celso Silva e Luiz Otávio Braga (pouco depois substituído por João Pedro Borges). Quatro décadas depois, Luciana Rabello recorda com reverência a importância do maestro em sua vida. “Ele me fez entender a música de uma outra maneira além de ter me influenciado muito como ser humano. Era um gênio. Um gênio, mesmo. Uma pessoa simples, uma aula de humildade”.

Luciana amplia seu depoimento: “Trabalhar com Radamés era maravilhoso porque você aprendia a cada compasso. Tudo o que ele fazia mudava sua maneira de entender a música”, atesta Luciana, que jamais viu qualquer explosão por parte do maestro. “Ele era uma pessoa bem humorada, inteligentíssima, elegante, que respeitava as demais pessoas. Eu tinha 18 anos e ele comigo era muito doce”. Tamanha identificação fez com que Luciana fosse homenageada pelo músico com a peça Variações sem Tema, para cavaquinho e piano. “Uma música revolucionária pois pela primeira vez o cavaquinho entra na seara do que a gente chama de música de concerto”, destaca Luciana.

O trabalho ao lado da Camerata deixou Radamés ainda mais estimulado. No final dos anos 70, ele viajou ao Japão com Nara Leão acompanhando a cantora no show Nasci para Bailar, além de ter feito em dupla com ela uma série de apresentações no Projeto Pixinguinha. Em 1982, gravou ao piano, com Raphael Rabelo ao violão, um LP em tributo ao violonista Garoto que incluiu as obras DesvairadaGente Humilde e Duas Contas, todas de Garoto, além de Concertino para Violão e Piano, de sua autoria. No ano seguinte. Radamés seria agraciado com o Prêmio Shell na categoria Música Erudita, tendo sido eleito por unanimidade pelos jurados.

Porém, em plena atividade, aos 80 anos, em 1986, Radamés sofreria um derrame que o deixaria com o lado direito do corpo paralisado. Dois anos depois, em decorrência de problemas circulatórios, ele voltaria a sofrer outro derrame. Desta vez não resistiu. Morreu no dia 13 de fevereiro de 1988, no Rio de Janeiro, deixando uma extensa obra de concerto, com cerca de 400 títulos, além de inúmeras composições populares. Estima-se que, só na Rádio Nacional, tenha escrito mais de 10 mil arranjos.

Além da nova geração, Radamés seria depositário da admiração de mestres consagrados, como Tom Jobim, talvez seu mais completo discípulo. Três anos antes de sua morte, em um LP lançado pela Funarte, Radamés iria interpretar obras de sua autoria em que homenageava três músicos brasileiros – Tom Jobim, Capiba e Paulinho da Viola – e por eles era homenageado. Eram peças como Meu Amigo Tom Jobim, Obrigado, Paulinho e Capibaribe, as três de sua autoria em resposta a Meu Amigo Radamés, de Tom Jobim, Um Choro para Radamés, de Capiba, e Sarau para Radamés, de Paulinho da Viola. Sobre esta última, explicando a homenagem, Paulinho da Viola diria ser um reconhecimento a “um músico, grande arranjador e compositor, que tanto dignificou nossa música popular, principalmente através do choro”. As homenagens póstumas seguiriam com o selo Kuarup lançando o LP Radamés Gnattali e a Música Popular, em 1990, e, dois anos depois, com a Prefeitura de Porto Alegre dando seu nome a uma sala de recitais e ensaios no interior do Auditório Araújo Vianna. Em 1993, Tom Jobim voltaria a homenagear o maestro com a composição Radamés y Pelé, incluída em Antonio Brasileiro, seu último disco, gravado um ano antes de sua morte.

Um poema de Tom Jobim para Radamés Gnattali:

Meu amigo Radamés é coisa melhor que tem
É um dia de sol na floresta, é a graça de querer bem
Radamés é água alta, é fonte que nunca seca
É cachoeira de amor, é chorão, é rei da peteca
Deu sem saber que dava e deu muito mais que tinha
Multiplicaram-se os pães, multiplicou-se a sardinha
O Radar é concertista, compositor, pianista, orquestrador, maestrão
E, mais que tudo, é amigo, navega junto contigo
É constante doação
Ajudou a todo mundo, e mais ajudou a mim.
Alô Radamés, te ligo
Aqui fala o Tom Jobim
Vamos tomar um chope
Te apanho na mesma esquina
Já comprei o amendoim


Discografia (entre CDs, LPs e 78 Rotações)*

  • (1991) Radamés Gnattali/ Waldemar Henrique – 80 Anos de Música Brasileira
  • (1990) Radamés Gnattali e a Música Popular
  • (1985) Radamés Gnattali
  • (1984) Radamés Gnattali
  • (1983) Uma Rosa Para Pixinguinha – Elizeth Cardoso, Radamés Gnattali e Camerata Carioca
  • (1982) Tributo a Garoto – Radamés Gnattali (Piano) e Raphael Rabello (Violão)
  • (1982) Vivaldi & Pixinguinha – Radamés Gnattali (Piano/Cravo) e Camerata Carioca
  • (1979) A Grande Música de Noel Rosa – Arranjo sinfônico: Radamés Gnattali/Piano: Arthur Moreira Lima
  • (1979) Tributo a Jacob do Bandolim – Radamés Gnattali e Camerata Carioca
  • (1976) Radamés Gnattali
  • (1975) Série Depoimento Volume 2 – Radamés Gnattali Sexteto
  • (1968) Villa-Lobos/Radamés Gnattali – Itiberê Gomes Grosso
  • (1968) Pixinguinha 70
  • (1964) Retratos – Jacob e seu Bandolim com Radamés Gnattali e orquestra
  • (1963) Segredo para Dois
  • (1960) 3ª Caravana – Radamés na Europa com seu Sexteto e Edu
  • (1959) Dois Concertos De Radamés Gnattali – Orquestra Sinfônica Brasileira
  • (1958) Radamés e a Bossa Eterna
  • (1957) Clube XV/Saudades de Ouro Preto
  • (1957) Valsas da Minha Terra
  • (1957) Samba Brilhante/Eu Tenho Ritmo
  • (1957) Laura/Baião Campana
  • (1956) Faceira/Bate papo a três vozes
  • (1956) Suíte popular brasileira para violão e piano – Radamés Gnattali e Laurindo de Almeida
  • (1955) Ai que saudades da Amélia/Vaidosa
  • (1955) Cai, cai/Mundo de zinco/Estão batendo/Rio antigo
  • (1954) Ernesto Nazareth
  • (1954) Valsa de Melba/Através da vidraça
  • (1954) Jóias Musicais Brasileiras
  • (1953) Fantasia brasileira/Rapsódia brasileira
  • (1953) Odeon/Ameno Resedá
  • (1953) Expansiva/Tenebroso
  • (1953) Confidências/Batuque
  • (1953) Fon-Fon/Apanhei-te cavaquinho
  • (1953) Carinhoso/No rancho fundo
  • (1953) Casinha pequenina/Guacira
  • (1953) Despertar da montanha/Nuvens
  • (1953) Luar de Paquetá/Linda flor
  • (1952) Mambolero/Improviso
  • (1950) Onde estás?/Tema
  • (1950) Tocantins/Madrigal
  • (1949) Barqueiro do São Francisco/Um Cantinho e Você
  • (1949) Isso é Brasil/Carinhoso
  • (1949) Bate Papo/Caminho da saudade
  • (1949) Tico-tico no fubá/Fim de tarde
  • (1949) Sempre esperei por você/Remexendo
  • (1948) A saudade mata a gente/Copacabana-Fim de semana em Paquetá

* Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Brasileira 

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Autor: Márcio Pinheiro

Jornalista, roteirista, produtor cultural

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