Boas vibrações do POA Jazz

Carlos Badia* adianta detalhes da próxima edição do festival, em novembro

Depois de três edições, o POA Jazz Festival vai para a sua quarta com uma sensação boa: parece que há mais tempo temos este festival na cidade. E, já consolidado como um dos mais importantes do país, agora temos o desafio de surfar na onda da crise financeira e manter a nau na direção certa, apesar das imensas dificuldades financeiras e de captação de recursos. A AmaJazz pediu e escrevo um pouco sobre a quarta edição e algumas das novidades. Os shows principais serão nos dias 9, 10 e 11 de novembro.

Destaco também a felicidade da nova parceria: o fantástico Carlos Branco, um dos principais produtores do Brasil e um fiel amante do jazz, e Rafael Rhoden, outro amante do jazz, cuja produtora de som, estúdio e unidade móvel de gravação filmou e gravou as três edições. Todos querem saber “quem vem este ano?”, mas sinceramente depois de uma peleia tão complicada para fazer acontecer, confesso que as atrações são sempre um segundo momento e não foram pensadas para além da lista habitual com 30, 40 nomes. Não tem como pensar um festival quando não se sabe a verba disponível e a curadoria é pensada para além das nove atrações que se apresentam no palco principal.

O festival tem um viés educacional forte e estimula debates e outras atividades importantes. Para suprir a sede de novidades podemos citar também a criação do POA Jazz Day, um dia inteiro de jazz em vários pontos da cidade, que vai surpreender parques, bares, restaurantes e pontos turísticos da capital. Desde o ano passado, o evento apresentado na Redenção, homenageando um grande nome da música brasileira, ganhou vida própria. Na primeira edição foi João Donato, depois Milton Nascimento e, na terceira edição, já como projeto independente, o Homenagem ao Jazz teve Hermeto e, no mês passado, João Bosco e um tributo a Plauto Cruz.

O POA Jazz é um evento plural que oferece inúmeras oportunidades ao público e à cultura brasileira. É composto por uma programação qualificada em um palco dividido por músicos renomados do cenário internacional e artistas reconhecidos da cena local. Produz troca de conhecimentos e estimula os jovens artistas ao colocá-los em contato com profissionais experientes. Promove o diálogo sobre a cadeia produtiva da produção cultural. Compartilha e se fortalece a partir de parcerias com outros festivais. Um evento de música em que os músicos da cidade que não tem condições de adquirir os ingressos são convidados a assistir aos shows de forma gratuita. São essas possibilidades que fazem o festival crescer e se consolidar a cada ano.

Agora, com o POA Jazz confirmado e com uma verba melhor definida, vamos pensar no que ainda poderá surgir. E nomes, claro. Lembrando que manter o que é bom já é uma grande novidade. Seguimos confiantes, sabendo que há desafios mas também muita coisa boa pela frente! Coisas de quem AmaJazz.

*Carlos Badia é músico, escritor e agitador cultural. Largou o futebol mas se a AmaJazz formar um time, se coloca à disposição do professor para ocupar a centroavância ou o meio-campismo, só distribuindo o jogo e colocando os pontas para correr.

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