Música e ambientalismo se juntam em evento que, ligado à Cop 30, vai acontecer entre 23 e 25 de agosto desse ano
Em um dos muitos paradoxos brasileiros, o país de tanta tradição travesti e que, atualmente, tem entre seus grandes sucessos na música diversos artistas trans (e demais gêneros e subgêneros possíveis abarcados na sigla), é o mais homofóbico do mundo. Um título cotidiana e tristemente garantido pelos números de violência contra essa população. O mesmo Brasil que, com povo predominante negro, exibe sua face racista a todo momento. Pretos, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, favelados, periféricos que contribuem para a nossa identidade cultural mas são massacrados pelo “progresso”.

É com essa pauta que se lança o FESTIVAL ACEITA, programado para os dias 23, 24 e 25 de agosto em Belém de Pará. Segundo o material de divulgação que recebi dos dois produtores internacionais do evento, Marcus Vinicius Ribeiro e Zachary Kuipers – sócios-fundadores da 4H5H Media, em Nova York -, além das atrações musicais, há uma integração com moda, artes plásticas, audiovisual, empreendedorismo, tecnologia, sustentabilidade e direitos humanos.
Para animar a festa, shows de Gloria Groove, Gaby Amarantos + Leona Vingativa, Maria Gadú + Arthur Nogueira, Sandra de Sá + Gigi Furtado, Caio Prado e tantos outros nomes. Muitos desconhecidos para esse que aqui batuca, mas, podem ser conferidos no site oficial: https://www.festivalaceita.com/.
E muitos debates e palestras para ir junto e além com a celebração. Pretendo conferir e depois contar algo.
