Roberto Muggiati recorda uma conversa de 15 minutos com Sonny Rollins em um parque no Rio de Janeiro
Para ser lido ao som de Sonny Rollins em Oleo

No último dia da primeira edição do Free Jazz Festival, um domingo à tarde, em agosto de 1985, juntei-me a uma pequena multidão para assistir ao show gratuito do saxofonista Sonny Rollins. Como todos sabem, ele se tornou há dias o último sobrevivente dentre os 57 músicos retratados por Art Kane para a revista Esquire na foto que virou uma lenda com o nome de A Great Day in Harlem. Feita em 12 de agosto de 1958, ela reunia no formato “álbum de família” os mais famosos jazzistas da época. Alguns deles eu teria a oportunidade de ver e ouvir nos meus dois anos de Paris e três de Londres (1960-65) e em minhas coberturas de festivais, em particular nas edições do Free Jazz do Rio e nos festivais de Montreux de 1979 e 1985-88. Foram eles os trompetistas Dizzy Gillespie e Art Farmer, o trombonista Lawrence Brown (com a orquestra de Duke Ellington), os saxofonistas Johnny Griffin e Gerry Mulligan, os pianistas Thelonious Monk e Mary Lou Williams e o baterista Art Blakey.
Com Sonny Rollins, porém, tive o privilégio, como jornalista credenciado, de manter uma conversa de privilegiados quinze minutos antes de sua apresentação. Uma favela que no final dos anos 60 pegou fogo e depois teve seus moradores removidos para a Cidade de Deus, a Catacumba virou Parque e santuário ecológico. Vim a saber que o nome do sítio tem a ver com um cemitério indígena de priscas eras. Sonny Rollins teria gostado de ouvir essa história.

AMOR,
ESCRIVINHAÇÃO OTIMA , COMO SEMPRE!
MAS DO QUE MAIS GOSTEI FOI A FOTO DO GATÃO DE CAMISA VERMELHA.
BEIJOS E CHEIRINHOS NUM ARROJO BOM DA GOTA!*
CONHECE ESTE “NORDESTINÊS”?