Roberto Muggiati conta como George Shearing deixou sua marca no cenário do jazz
Para ser lido ao som de George Shearing em Lullaby of Birdland

Um pianista branco e britânico foi saudado como Deus no romance de Jack Kerouac sobre a geração beat, On the Road, de 1957. George Shearing nasceu cego, em Londres, em 1919, começou a estudar piano aos três anos, ouviu todos os discos de jazz que teve ao seu alcance e trabalhou em boates e big bands até visitar os Estados Unidos em 1946. com um quinteto de “jazz de boate” (piano, vibrafone, guitarra, baixo e bateria), literalmente, conquistou a América. Sua composição Lullaby of Birdland tornou-se o hino do bebop. Acompanhou uma quantidade de cantoras e cantores, formando uma parceria notável com Mel Tormé, de que resultaram vários discos, muitos gravados ao vivo. A leveza do seu estilo inicial levou a crítica a subestimá-lo, mas Shearing deixou sua marca no cenário do jazz e incursionou ainda pelo erudito, tocando Debussy e Erik Satie.
